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31/05/2020

Quem é o Artaxerxes de Esdras e Neemias?

Os eventos descritos e a informação cronológica fornecida nos livros de Esdras, Neemias, Ester, Ageu e Zacarias permitem uma verificação bíblica interna da cronologia dos acontecimentos.

A principal questão em causa é a identidade do rei Artaxerxes de Esdras e Neemias, e do rei Assuero no livro de Ester.

Defendo que o Artaxerxes de Esdras e Neemias não é Artaxerxes I Longimano, como é assumido por muitos. Há muitas evidências que nos permitem deduzir que o Artaxerxes de Esdras e Neemias é, de facto, Dario Histaspes, o mesmo Dario que autorizou o recomeço das obras no segundo ano do seu reinado (Esdras 5-6) e em cujo sexto ano o templo foi terminado.

Um fator que nos ajuda é o facto de os livros de Esdras e Neemias, bem como as profecias de Ageu e Daniel, indicarem as datas dos acontecimentos até ao ínfimo pormenor, com anos, meses e mesmo dias, possibilitando assim a apuramento rigoroso da cronologia.

 

A questão dos nomes dos reis persas

Os nomes comummente utilizados de Dario, Xerxes, Assuero ou Artaxerxes não são os nomes próprios dos reis persas, mas são nomes de trono, títulos. Não há consenso sobre o que significam exatamente estes nomes de trono, pelo que não aprofundaremos esta matéria. Para a nossa defesa, basta-nos saber que os reis usavam vários títulos, por vezes ao mesmo tempo, e num mesmo documento. Documentos arqueológicos da época confirmam isto. Visto que os judeus viviam então na proximidade da cultura persa dominante, era natural que usassem estes nomes de trono da maneira como os persas faziam.

Além disso, estes nomes que são hoje usados universalmente são os nomes que os historiadores gregos, como Heródoto, deram aos vários monarcas persas e que não são mais do que corrupções gregas de palavras persas.

Assim sendo, os nomes Dario, Xerxes, Assuero e Artaxerxes podem referir-se a qualquer um deles. Torna-se então necessário descobrir quem é quem no contexto do texto bíblico.

Só para lembrar: a lista dos reis persas que interessam ao nosso estudo:

Ciro                        reinou 9 anos

Cambises            reinou 8 anos

Gaumata             reinou menos de um ano

Dario I Histaspes              reinou 36 anos                        

Xerxes                 reinou 21 anos

Artaxerxes I Longimano               reinou 41 anos

 

Comecemos com o que é mais fácil e óbvio. O Artaxerxes de Esdras é indiscutivelmente o mesmo que o de Neemias. Esdras e Neemias são contemporâneos, ambos aparecem na mesma época em Jerusalém e estão presentes na dedicação dos muros (Ne 12:31, 36).

A idade de Esdras não permite identificar o rei Artaxerxes como Artaxerxes I Longimano.

Esdras era filho de Seraías (Ed 7:1). Seraías era o sumo-sacerdote quando Nabucodonosor tomou Jerusalém, e foi morto logo a seguir, juntamente com outros líderes religiosos, militares e civis (Jr 52:24-27; 2Rs 25:18-21). Portanto, naquele tempo, Esdras devia já ter nascido ou, no mínimo, ter sido gerado. Entre a tomada de Jerusalém (ano 3418) e o decreto de Ciro (ano 3468) decorreram cerca de 50 anos. A dedicação dos muros parece ter ocorrido no 20º ano de Artaxerxes. Em Nisan (1º mês) daquele ano Neemias falou com o rei (Ne 2:1). Foi para Jerusalém. Iniciou-se a construção do muro, que acabou em 52 dias, no dia 25 de Elul, que é o sexto mês (Ne 6:15). Depois que o muro foi edificado, Neemias levantou as portas (Ne 7:1), e provavelmente pouco tempo depois fizeram a dedicação dos muros (Ne 12:27-14), onde Esdras esteve presente.

Se se tratasse do 20º ano de Artaxerxes Longimano, e segundo as datas consensualmente atribuídas aos reis persas, da destruição de Jerusalém (586 a.C.) ao 20º ano de Artaxerxes Longimano (aprox. 444 a.C.) são 142 anos. Esta não é uma longevidade consentânea com aquela época da história. O último que encontramos com uma idade acima dos 100 anos foi Josué.

O mesmo acontece no caso de Neemias. Na lista dos que subiram primeiro, logo a seguir ao decreto de Ciro (536 a.C.), com Zorobabel e Jeshua, Neemias é mencionado em terceiro lugar (Ed 2:1-2; Ne 7:5-7). Trata-se do mesmo Neemias, filho de Hacalias, que reconstruiu os muros. (Em Ne 3:16, é mencionado outro Neemias mas, para evitar confusão com Neemias o governador, ele é identificado pela sua parentela, filho de Azbuc.)

Se o Artaxerxes de Neemias fosse Artaxerxes Longimano, no ano que foi para Jerusalém (20º ano do rei), Neemias seria cerca de 92 anos mais velho do que quando foi com Zorobabel para Jerusalém! Assumindo que tivesse pelo menos 20 anos quando foi a primeira vez a Jerusalém, é pouco provável que com uma idade de mais de 112 anos participasse ativamente nas obras de reconstrução, e de armas na mão.

O Artaxerxes de Neemias não pode, portanto, ser o Longimano. Também não pode ser Xerxes, porque este reinou apenas 21 anos, e Neemias foi governador do ano 20 ao ano 32 do mesmo rei (Ne 5:14; 13:6). O Artaxerxes de Neemias, e por conseguinte também de Esdras, não pode ser outro que ser Dario Histaspes.

Isto tem lógica e pode ser observado na lógica interna da narrativa. No 2º ano de Dario, Zorobabel e povo metem mãos à obra e colocam-se os fundamentos do templo (Ag 2:10, 18) e no 6º ano de Dario terminou a construção do templo (Ed 6:15). “Passadas estas coisas”, no 7º ano de Artaxerxes/Dario (Ed 7:7), ou seja no ano seguinte, Esdras foi para Jerusalém com prata e ouro para adornar o templo e ensinar o povo. Estranho seria um salto de 58 anos do capítulo 6 para o capítulo 7 de Esdras, do 6º ano de Dario para alegadamente o 7º ano de Artaxerxes I Longimano, isto é, entre o acabar do templo e o adornar do templo (Ed 7:27).

Alguns anos mais tarde, Neemias, confrontado com o facto de que os muros de Jerusalém permaneciam derrubados e as portas queimadas a fogo, foi para Jerusalém no 20º de Dario (Ne 2) e regressou no 32º ano (Ne 2:1; 13:6).

 

Isto é posto em causa por alguns, pelas seguintes alegações:

- Na genealogia de Esdras (Ed 7:1-5), faltariam nomes, e Esdras não seria filho direto de Seraías, mas algum descendente. Mas era preciso provar esta alegação. Perguntamos nós então: por que razão haveria de faltar um nome nesta genealogia? Em 1 Crónicas 6:1-15 encontra-se a linhagem sacerdotal de Eleazar, de onde descende Esdras. Lemos que Hilquias (sumo-sacerdote no tempo do rei Josias) gerou Azarias, este gerou Seraías (que foi morto), e este gerou Jozadac (que foi levado para o cativeiro), que é o pai de Jesua (Esdras 3:2). Esdras é um irmão mais novo de Jozadac.

- Diz Esdras 6:14 que a casa de Deus foi edificada e aperfeiçoada, “conforme o mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia”. Com base na conjunção “e”, alegam que se trata aqui de três reis; e que Artaxerxes não é Dario. Mas então porque é que o versículo seguinte diz que “e acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario”? Se Artaxerxes fosse outro que Dario, não deveria dizer que a casa acabou no ano X do rei Artaxerxes?

Como resolvemos esta frase: “conforme o mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia”? Já acima falámos do uso de vários nomes de trono pela mesma pessoa. O VAV conjuntivo, aqui traduzido “e” nem sempre é traduzido “e”. Podemos observar que muitos versículos iniciam com “e” (VAV), mas este mesmo VAV é por vezes é traduzido “pois”, “então”, “mas”, etc.

Neste caso, é uma situação de hendíade. Hendíade ou hendíadis é a figura que consiste em exprimir por dois substantivos, ligados por conjunção copulativa, uma ideia que usualmente se designa por um substantivo e um adjetivo ou complemento nominal. Por extensão, é o uso de duas palavras para expressar um só conceito. Uma situação destas encontramos em 1Sam 28:3 – em Ramá VAV (e) sua cidade. A conjunção VAV não é traduzido “e”, mas - em Ramá que era a sua cidade -, porque Ramá era a cidade de Samuel, não outra.

Aqui no nosso caso, devemos ler: Dario, que é Artaxerxes. Em português poderíamos dizer: Dario, ou seja, Artaxerxes.

 

Ainda há a questão de quem é o Assuero de Ester. Este Assuero é comummente identificado com Xerxes, mas muito provavelmente é, também, Dario.

Ester foi feita rainha no sétimo ano de Assuero/Dario. Mardoqueu, que educou Ester como filha, fora transportado para Jerusalém com os exilados deportados por Nabucodonosor com Jeconias (Joaquim), rei de Judá (Ester 2:5-6), em 596 a.C.

O nome de Mardoqueu também se encontra na lista dos que regressaram a Jerusalém com Zorobabel e Jesua (Ed 2:2).

Mardoqueu era filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita (Ester 2:5).

Há quem alegue não ter sido Mardoqueu que foi transportado, mas o primeiro da lista: Quis. Mas quando olhamos bem para as listas genealógicas em 1Cr 8:33 e 9:39, nomeadamente a descendência benjamita, lemos que Quis era pai de Saul. E Simei, uma figura que aparece nos dias finais de David (2Sam 16:5), que é da casa de Saul. Esta referência genealógica que situa Mardoqueu em sua família é de um tipo diferente da de Esdras. Aqui faltam efetivamente muitos nomes. Mas penso que a menção específica de Simei é porque existe alguma relação (vejam a história de Simei em 2Sam 16:1-4; 19:11-23 e 1Reis 2:36-46). Mardoqueu é aquele que “limpou” o nome desta família que foi manchada pela atitude de Simei.

Voltando à cronologia, se Mardoqueu foi levado para o cativeiro com Jeconias, em 597 a.C., no princípio do reinado de Dario (520 a.C.), ele já teria pelo menos 77 anos, assumindo que fora exilado como recém-nascido. Se Assuero fosse Xerxes, Mordecai teria no mínimo 120 anos quando se deu o episódio de Haman (no ano 12º deste rei) e a tentativa de perseguição aos judeus. Aqui podemos novamente dizer que esta longevidade não é consentânea com a época.

Dois livros apócrifos do Velho Testamento trazem também luz sobre este assunto. 1Esdras 3:1-2 é cópia do versículo de Ester 1:3, mas em vez de usar o nome Assuero, usa Dario. E no Apêndice ao livro de Ester, o rei de Ester é chamado Artaxerxes em todos os capítulos, como o Artaxerxes de Esdras e Neemias.

Um pormenor interessante é o seguinte: quando Neemias foi falar com o rei sobre a sua preocupação com Jerusalém, a rainha estava sentada ao lado dele (Ne 2:6). Este pormenor realmente só faz sentido aqui se a rainha era Ester, judia.

 

Conclusão:

O livro de Esdras a partir do capítulo 5 e todo o livro de Neemias, bem como o livro de Ester, passam-se no tempo de Dario, conhecido na história como Dario filhos de Histaspes.


23/05/2020

CRONOLOGIA ESDRAS – NEEMIAS (revisto, novamente)


Numa mensagem anterior (que entretanto retirei) fiz uma revisão dos eventos no reinado de Dario devido ao problema de cronologia colocado pela sequência de eventos em Neemias 1:1 e Neemias 2:1 no 20º ano do rei Artaxerxes. Observei que o 9º mês, de quisleu (Ne 1:1), é cronologicamente anterior ao 1º mês de Nisan (Ne 2.1) no mesmo 20º ano do rei Artaxerxes (que é Dario o Grande ou Hystaspes). Os meses são sempre numerados de 1 a 12 a partir do 1º mês do ano que é Nisan/Abib (Ex 12.2).

Além de Neemias 1:1 e 2:1, têm de se considerar as profecias de Ageu e Zacarias no 6º, 7º, 9º e 11º mês no reinado do mesmo rei Dario, no 2º ano, pelo que surgiu um problema de cronologia.

Nota: quanto à questão da identidade de Dario e Artaxerxes, refiro à mensagem QUEM É O ARTAXERXES DE ESDRAS E NEEMIAS? publicada em setembro 2015.

Se, no ano 20º do rei Artaxerxes, o 9º mês antecede o 1º mês, assumi que o reinado deste rei não era contado desde o 1º mês (Nisan). Se fosse o caso, o 1º mês a seguir ao 9º mês já seria no 21º ano do rei. A não ser que o vigésimo ano em Ne 1:1 não se refira ao ano de reinado do rei, mas a outra ocorrência, quer da vida pessoal de Neemias, ou da história dos judeus. Mas não encontro (até agora) qualquer evidência de um outro evento relevante na vida de Israel que tenha ocorrido 20 anos antes.

O reinado de Dario também não podia ser contado desde o 7º mês (Tishri), dado os eventos ano relatados em Ageu e Zacarias serem todos no 2º ano de Dario, começando no 6º mês (Ageu).
Pareceu-me então que a única solução era a apresentada por Anstey (pp.248-249), que os anos dos reis eram contados, não desde o 1º ou do 7º mês do ano, mas desde o dia em que um rei ascendia ao trono. O que no caso de Dario teria ocorrido algures entre o 25º e o 30º dia do 9º mês do ano, em atenção aos dados fornecidos nos livros de Esdras, Neemias, Ester, Ageu e Zacarias. O 24º dia do 9º mês era o dia em que foram postos os fundamentos do templo (Ag 2:18); este dia era no mesmo ano que o 1º dia do 6º mês (primeira profecia de Ageu), e antes do último dia do 9º mês, em que Neemias recebeu a visita de Hanani.

Isto alterou a ordem das profecias de Zacarias no 2º ano de Dario. Se os anos de reinado de Dario começavam a contar a partir dos últimos dias do 9º mês, a profecia do 11º mês (Zac 1:7) antecedia a profecia do 8º mês que abre o livro de Zacarias (1:1). E ao mesmo tempo colocava a profecia de Zac 2:1 antes de todas profecias do livro de Ageu.

No entanto, penso que estava errada com esta interpretação, por isso esta nova revisão.

Porquê?                                                                                             

A arqueologia (inscrição de Behistun) revela explicitamente que Dario matou Gaumata – o alegado usurpador – no dia 10 do 7º mês e é aclamado rei logo a seguir[1]. E não há razão para duvidar deste facto. Portanto, isto aponta para o 7º mês como o início do reinado de Dario.

Isto resolve a situação de Ne 1:1 e 2:1, mas não resolve a cronologia em Ageu e Zacarias. No caso de o ano começar no 7º mês, a primeira profecia de Ageu no 6º mês do 2º ano de Dario seria a última. O que não pode ser, porque no dia 24 daquele mesmo mês se puseram à obra (Ag 1.14-15) e o templo foi fundado no 9º mês (Ag 2:10, 18). Mas então o 9º mês já não seria no 2º mas o 3º ano de Dario.

Atento ao documento histórico que situa o início do reinado de Dario no 7º mês, e considerando correta a ordem cronológica em que são apresentadas as profecias de Ageu e Zacarias no texto bíblico, vejo apenas uma solução possível para conciliar Ageu/Zacarias e Neemias: que o sistema de contar os anos do rei Dario é diferente na Pérsia e em Judá.

Na Pérsia, ter-se-á usado o sistema de contagem a partir de Tishri (7º mês). E é o sistema usado por Neemias, porque era na Pérsia onde Neemias estava naquele momento.

Em Judá, o ano de Dario é contado a partir de Nisan (1º mês). Isto não é descabido, porque era a maneira como era contado o reinado dos reis de Judá no tempo da monarquia. O resto do ano anterior (do 7º ao 12º mês) é considerado o ano de acessão (ano zero) de Dario, começando o primeiro ano oficial do rei no primeiro mês do ano seguinte.





















[1] Arno Poebel. Chronology of Darius’ First Year of Reign. The American Journal of Semitic Languages and Literatures, vol 55, nº 2 (April 1938), pp.142-165.

24/01/2016

Cronologia 7 semanas (7) – Neemias o governador


Retomamos o fio à meada com uma recapitulação do que se passou desde a tomada da Babilónia pelos persas até ao tempo de Ester:

Ano 3465


Tomada da Babilónia mês VII.  Fim dos 70 anos para Babilónia  Jr 25:6-11; 2Cr 36:22. Entrada triunfal de Ciro mês VIII (= Dário o medo recebe o reino Dn 5:31). Gubaru morre. Ciro constitui sátrapas e 3 presidentes incl. Daniel (Dn 6:1-3). Petição e conspiração contra Daniel. Cova dos leões. Luta oficial por Cassandane, mulher de Ciro mês XII
3466

70º
ano do cativeiro.
= Ciro ano 1 como Rei de Nações. Cambises instalado como rei de Babilónia mês I. Ciro instalado como rei dos medos por Ciaxeres II. Daniel ora e recebe profecia (Dn 9). Cambises removido mês IX/X e Ciro indigitado rei da Babilónia além de Rei de Nações. Gabriel confirma Dario o medo (Dn 11:1). Decreto de Ciro.
3467

1
Primeiro ano do regresso dos judeus a Jerusalém e início das primeiras 7 semanas (49 anos) da profecia de Daniel 9 em que “as praças e circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.

Os judeus regressam a Jerusalém, na primavera, sob a direção de Zorobabel (governador) e Jesua. Fazem parte do grupo: Neemias (como “tirshata”), Esdras, Mordecai. Edificação do altar. Leitura da lei e festa dos tabernáculos mês VII (Ed 3:1-7, Ne 8,9). Aliança é selada (Ne 10).
3468

2
Ciro ano 3. Segundo ano da vinda a Jerusalém. Visão Daniel 10. Começo da obra do templo mês II. Começo da oposição. Cessa a obra até ao 2º ano de Dario.
3469

3





Neste tempo em que as obras do templo pararam, Esdras e Neemias, que vieram com Zorobabel e Jesua devem ter regressado a Babilónia. Neemias porque era um oficial ao serviço do rei (Ne 1:11). Esdras era escriba e sacerdote.
3470

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2º ano de Dario. Ageu e Zacarias começam a profetizar mês VI. Fundou-se o templo mês IX (Ag 2:10,18; Zc 8)). Mês XI visão de Zacarias 1 do homem no cavalo vermelho entre as murteiras. Zc 1:12 - até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás indignado faz já 70 anos? (refere ao início do cerco no 9º ano de Zedequias, ano 3415)
3486

20
3º ano de Dario/Assuero. Dario dá um banquete. Rainha Vasti é deposta (Es 1)
3487

21
Zc 7:1-5 - 4º ano de Dario, 4º dia, mês IX - perguntaram aos sacerdotes e aos profetas: Continuaremos nós a chorar, com jejum, no 5º mês, como temos feito por tantos anos? … Quando jejuastes e pranteastes no 5º e no 7º mês durante estes 70 anos … (refere-se à queda de Jerusalém no 11º ano de Zedequias)
3488

22
5º ano de Dario
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6º ano de Dario. Na cidadela de Susã, Ester é colocada sob os cuidados de Hegai, guarda das mulheres (Es 2:1-14). O templo é terminado no mês XII (Adar), dia 3.
3490

24
7º ano de Dario. Dedicação do templo no início do ano. Celebração da Páscoa (Ed 6:19-22). Esdras sobe a Jerusalém (chega no mês V), levando prata e ouro para ornar o templo (Ed 7-8). Esdras toma conhecimento da transgressão do povo (Ed 9-10).
Ester é levada ao rei, no 10º mês (Es 2:16) e casa com Dario. O banquete de Ester (Es 2:15-18)
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10º
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11º ano de Dario. Hamã é engrandecido. Mordecai recusa inclinar-se perante ele e provoca a ira de Hamã.
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Hamã lança sortes, do início ao fim do ano, para definir o dia para destruir os judeus (Es  3:7)
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Foram enviadas as cartas autorizando a matança dos judeus no dia 13 do 12º mês. Ester e Mordecai conseguem reverter a situação a favor dos judeus. Cumprimento da “batalha de Gogue e Magogue” no dia 13 do 12º mês. Vitória dos judeus e instituição da festa do Purim.
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Depois disto (quando?) Assuero impôs tributo sobre a terra (Es 10:1)
Mordecai torna-se o segundo depois do rei Assuero/Dario (Es 10:3)
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15º
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16º
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17º
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18º
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19º
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20º ano de Dario.
No mês de quisleu (IX), no ano 20º, estando eu na cidadela de Susã, veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então lhes perguntei pelos judeus que escaparam, e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém. Disseram-me: os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo: os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas a fogo. (Ne 1:1-3)
Pensa-se que a inscrição de Behistun, no Irão, escrita em três línguas de escrita cuneiforme, terá sido escrita por Dario no 5º ano do seu reino. A inscrição relata como Dario derrubou todos os nove pretendentes ao trono, bem como outros feitos e conquistas de Dario nos primeiros anos do seu reinado. Ao dominar sobre um grande império, tornou-se “arta-xerxes” (grande xá) do Império Persa. Isto explica a mudança de nome de Dario para Artaxerxes quando passamos dos eventos do 4º ano (Ageu, Zacarias) para o 7º ano, ano da ida de Esdras para Jerusalém.
Esdras 6:14 – Edificaram a casa e a terminaram segundo o mandado do Deus de Israel, e segundo o decreto de Ciro, de Dario, e (isto é) de Artaxerxes, rei da Pérsia. Apenas duas pessoas são nomeadas aqui.
Depois de Esdras ir a Jerusalém no 7º ano de Artaxerxes/Dario, Neemias parte no 20º ano deste rei, depois de tomar conhecimento através de Hanani da situação em que se encontrava o povo e a cidade de Jerusalém. Os que se acham na província estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas queimadas a fogo (Ne 1:1-4). Os judeus já tinham tentado começar a reconstrução dos muros logo desde a sua chegada, como dá a entender a carta de Reum e Sinsai a Artaxerxas/Ciro ou Cambises que diz que vão restaurando os seus muros (Ed 4:12). Na sequência desta carta, os judeus tinham sido proibidos de continuar a edificar a cidade, incluindo evidentemente os muros (Ed 4:21). E a obra da casa de Deus cessou até ao segundo ano de Dario (Ed 4:24). Parece, no entanto, que continuou a haver construção em Jerusalém. Quando no segundo ano de Dario, o profeta Ageu começa a profetizar, ele acusa-os de habitarem em casas apaineladas, enquanto a casa de Deus permanecia em ruinas. No segundo ano de Dario, os judeus recomeçaram a obra do templo, sem autorização. Sabemos isto porque Tatenai, governador dalém do Eufrates, lhes foi perguntar: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa e restaurardes este muro? (Ed 5:3). O muro aqui refere-se provavelmente ao muro do templo e não da cidade. Do segundo ao sexto ano de Dario, todo o esforço de construção incidiu provavelmente apenas no templo. No 20º ano de Artaxerxes/Dario, 13 anos depois de terminar as obras do templo e de orná-lo com as ofertas que Edras trouxe, ainda não tinham conseguido avançar com as obras de restauro dos muros, devido à condição de grande miséria em que se achavam (Ne 1:3).
Com a autorização de Dario de construir o templo parecia ter chegado uma interrupção nos tempos angustiosos. Contudo, houve outro acontecimento que deve ter causado grande angústia entre os judeus espalhados por todo o Império persa, e naturalmente também em Judá, e que terá certamente abrandado e dificultado o trabalho de construção. No 12º ano do rei Assuero/Dario (somos de opinião que o Assuero de Ester é Dario), começou Haman a procurar destruir todos os judeus, porque Mordecai recusara-se a inclinar-se perante ele. Com a conivência do rei, Haman enviou cartas a todas as províncias para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia, no dia treze do duodécimo mês, que é o mês de Adar, e que lhes saqueassem os bens (Es 3:13). Estas cartas suscitaram o ódio de todos os povos contra os judeus, preparando-se um massacre geral. Para salvar o seu povo, Ester declarou a sua descendência, o que não fizera antes por obediência a Mordecai, e pediu a vida do seu povo. O rei concedeu que os judeus de cada cidade se reunissem e se dispusessem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar qualquer força armada que viesse contra eles, no mesmo dia que tinha sido determinado por Haman para destruição dos judeus (Ester 8:10-14). Os judeus mataram 75.000 (Ester 9) e também Haman foi morto.
Mas as dificuldades não terminaram ainda. Depois destes acontecimentos, o rei Assuero/Dario impôs tributo sobre a terra e sobre as terras do mar (Es 10:1), também sobre o povo de Judá, que tomaram dinheiro emprestado até para o tributo do rei (Ne 5:4). (O tributo imposto por Assuero depois do seu 12º ano é uma prova de que Assuero é Dario, e não Xerxes, porque Dario subjugou todas as ilhas do Egeu, mas Xerxes perdeu-as todas antes do 12º ano do seu reinado.)
Realmente, a conjuntura económica e social não estava favorável aos judeus. Assim, no vigésimo ano de Artaxerxes/Dario, os muros continuavam em ruínas e as portas ainda estavam queimadas como quando foram incendiados pelas tropas de Nabucodonosor. Contudo, alguma obra estava a ser feita quando Neemias chegou a Jerusalém (Ne 2:16).
Neemias pediu ao rei, estando a rainha [Ester] assentada junto dele, que o enviasse a Jerusalém a fim de reedificar cidade. Lembremos que depois da vitória dos judeus no 13º ano do reinado de Assuero/Dario, Mordecai tornou-se uma figura importante no reino, o segundo depois do rei, e que procurava o bem-estar e prosperidade do seu povo (Es 10:3). Também a rainha Ester tinha autoridade em assuntos que diziam respeito aos judeus (Es 10:29). Por isso, certamente, o pedido de Neemias foi bem recebido pelo rei que concordou em enviá-lo.
O rei perguntou-lhe: Quanto durará a tua ausência, quando voltarás? Neemias marcou um certo prazo (Ne 2:4-6). Este prazo foi de 12 anos, porque no ano trinta e dois de Artaxerxas Neemias foi ter com ele (Ne 13:6). Observamos que o 32º ano de Artaxerxes/Dario corresponde ao 49º ano das primeiras 7 semanas da profecia de Daniel 9. O regresso de Neemias encerra este ciclo de 7 semanas.
Mas há um problema a resolver, que é o seguinte. Diz Neemias 6:15 que o muro se acabou no dia 25 do mês de Elul, que é o 6º mês (mas não diz em que ano), em 52 dias.
A maioria dos comentários deduz que os muros foram reedificados em 52 dias, e teriam portanto sido terminados no primeiro ano da chegada de Neemias a Jerusalém, isto é no 20º ano do rei Artaxerxes/Dario. Se for este o caso, a nossa hipótese cai por terra.
Porém, podemos apontar várias razões que nos levam a crer que a reedificação dos muros durou na realidade quase 12 anos, o tempo da estadia de Neemias em Jerusalém, e não apenas 52 dias como parece dar a entender Esdras 6:15.
Sabemos que Neemias foi governador (PECAH) na terra de Judá do ano 20 ao ano 32 do rei Artaxerxes (Ne 5:14).
Perante a gravidade da situação que foi comunicada por Hanani, Neemias marcara ao rei um prazo de 12 anos (Ne 2:6; 5:14; 13:6). Se pensasse que podia fazer a obra num mais curto prazo de tempo, Neemias não teria pedido ao rei 12 anos para reedificar Jerusalém.
A cidade era espaçosa e grande (Ne 7:4), mas havia pouca gente nele. Isto ainda era assim depois de os muros terem sido reedificados. Na realidade, dos judeus que voltaram à sua terra depois do exílio, só uma pequena parte se instalou em Jerusalém. Deitaram sorte para trazer um de dez que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes permaneciam noutras cidades, nas suas cidades de origem (Ne 11:1-). Seriam poucos os trabalhadores para fazer a reconstrução do muro, portanto, outros teriam que vir de fora da cidade e certamente fazer turnos.
Quando olhamos para a sucessão dos factos que ocorreram em Jerusalém durante o tempo de Neemias como governador (que são apresentados numa narrativa cronológica desde o começo das obras até à dedicação do muro), é difícil encaixar todos os eventos num tão curto período de 52 dias. Vejamos:
- O desagrado dos locais (Sambalate e Tobias) que alguém viesse procurar o bem dos filhos de Israel já era notório quando Neemias foi primeiro aos governadores dalém do Eufrates entregar as cartas do rei (Ne 2:9-10). Ainda nenhuma obra tinha sido iniciado e já a oposição estava no ar. Continuam os “tempos angustiosos”.
- Chegado a Jerusalém, Neemias foi inspeccionar os muros de noite. Contemplou os muros que estavam assolados, cujas portas tinham sido consumidos pelo fogo (Ne 2:13).
- Ouvindo dos planos de reedificar os muros, Sambalat e Tobias desprezaram os judeus (Ne 2:19-20).
- Encorajados por Neemias, o povo dispôs-se a edificar (Ne 3). O capítulo3 de Neemias descreve quem faz o quê sobre toda a extensão do muro.
O bom senso diz que é improvável, senão impossível, que em 52 dias se levante uma obra destas dimensões, estando escrito que os muros de Jerusalém estavam derrubados e as portas queimadas a fogo e perante a dimensão do muro.
Embora os arqueólogos não estejam de acordo sobre a dimensão do muro, o texto bíblico mostra que tem 11 portas, 10 mencionadas em Ne 3 (porta das ovelhas, porta do peixe, porta velha, porta do vale, porta do monturo, porta da fonte, porta das águas, porta dos cavalos, porta oriental e porta da guarda) e 1 mencionada em Ne 12:39, mais quatro torres. Trata-se, portanto, de uma cidade grande. Cidades mais pequenas tinham geralmente só uma porta, para maior segurança e facilidade de defesa.
Tantas portas significa que havia necessidade de muita madeira (Ne 2:8), tempo para cortar a madeira e fabricar as portas. 52 dias não são sequer dois meses …
- Tendo Sambalat ouvido que edificavam o muro, ardeu em ira e foi buscar o apoio do exército estacionado em Samaria (Ne 4:2-3).
- Apesar do desprezo mostrado pelos opositores, Neemias orou e os judeus continuaram a edificar com muito afinco e todo o muro se fechou até metade da sua altura (Ne 4:6).
- Ouvindo Sambalat e Tobias, a quem já se tinham reunido arábios, amonitas e asdoditas (Ne 4:7), que a reparação dos muros ia avante e que já se começavam a fechar-lhe as brechas, ficaram muito irados e ajuntaram-se de comum acordo para atacarem Jerusalém, suscitar confusão e atemorizar os judeus. Pensavam agir em segredo e ataca-los repentinamente, mas os judeus foram informados destes planos (Ne 4: 11-12).
- Agora os trabalhadores passaram a trabalhar armados (Ne 4:13-23)… em tempos angustiosos.
- Surge uma questão interna (Neemias 5). Havia uma fome e houve quem tivesse que hipotecar os seus bens para ter alimentos, além de ter emprestado dinheiro para pagar o tributo imposto pelo rei. Alguns aproveitaram-se da situação e exploraram estas famílias. Neemias repreendeu os nobres e magistrados e disse-lhes: sois usurários, exigindo-lhes que restituíssem terras, bens e dinheiro. A fome (Ne 5:3), as constantes ameaças, e esta questão interna terão certamente atrasado a obra.
- O muro estava edificado e nele já não havia brechas nenhumas, embora ainda não tivessem sido postas as portas nos portais, quando se deu a tentativa de Sambalat, Tobias e Gesém de matar Neemias (Ne 6:1-14).
- Finalmente acabou-se o muro no dia 25 do mês de Elul, que é o 6º mês, em 52 dias. (Ne 6:15).
Como não estavam ainda colocadas as portas, parece-me mais praticável que os 52 dias corresponda o tempo que durou a colocação das portas após o término da reconstrução do muro propriamente dito.
- Uma vez reedificado o muro e assentadas as portas, Neemias, que era o governador (Ne 8:8; 10:1), nomeou Hanani, seu irmão, e Hananias, o maioral da fortaleza, sobre Jerusalém (Ne 7:1-2). Nomear um substituto significa que Neemias estava a preparar-se para regressar a Susã, visto que a sua missão em Jerusalém terminara conforme o que tinha acordado com o rei. Isto prova também que as obras não terminaram antes do 31º ou o mais tardar o 32º ano de Dario/Artaxerxes.
- Deus pôs no coração de Neemias ajuntar os nobres, os magistrados e o povo para registar as genealogias. Achou o livro da genealogia dos que subiram primeiro com Zorobabel e Jesus. Neste parêntese entre o término das obras e a dedicação do muro (Ne12), Neemias recorda os acontecimentos dos primeiros tempos depois do regresso do exílio (Ne 7:6 a 12:26), o início dos 49 anos.
- Dedicação dos muros (Ne 12:27-45).
 Neemias organizou dois coros que andaram em procissão sobre o muro, desde a porta da fonte, um coro numa direção, o segundo na direção oposta, encontrando-se na porta da guarda, de onde foram para o templo. Também o povo ia por cima do muro (Ne 12:38).
- ano 3515 AH.
No ano 32 de Artaxerxes, Neemias voltou para Babilónia (Ne 13:6), mas regressou depois de algum tempo. Entretanto, Eliasibe o sacerdote tinha-se aparentado com Tobias e fez para este uma câmara no templo.

Quando regressou a Jerusalém, Neemias também viu que o povo tinha voltado a cair em pecado. Não guardaram o sábado, deixando as portas abertas aos mercadores (Ne 13:15-22) e casaram-se com mulheres estrangeiras (Ne 13:23-29). Era nomeadamente o caso de um dos filhos de Joiada, filho do sumo-sacerdote Eliasibe, contaminando o sacerdócio.

21/11/2015

Cronologia 7 semanas (4) – Esdras

No último mês do 6º ano de Dario (3489 AH), terminou a edificação da casa.

3490 AH – 7º ano de Dario

1º mês
No início do ano seguinte, celebrou-se a dedicação da casa (Ed 6:16-18).
Entretanto, no início deste mesmo mês, no primeiro dia, no 7º ano de Dario/Artaxerxes, Esdras começa a sua viagem para Jerusalém (Ed 7:9), carregado com prata e ouro para ornar o templo e também com o objetivo de ensinar em Israel os estatutos e juízos do Senhor (Ed 7 e 8).
Esdras, que estava entre os que primeiro foram a Jerusalém com Zorobabel e Jesua (Ne 12:1), terá em alguma altura regressado a Babilónia, possivelmente com a tarefa de ir procurar apoio e meios para ornar a casa.
Com Esdras, subiram sacerdotes, levitas e servidores do templo. Esdras ajuntou-os perto do rio que corre para Aava, onde ficaram acampados três dias (Ed 8:15). Partiram de Aava no dia 12 do 1º mês (Ed 8:31).
5ºmês
O grupo de Esdras chegou a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês (Ed 7:8). Isto significa que a viagem durou 4 meses (vs.8-9).
9º mês
Os capítulos 9 e 10 de Esdras sobre o caso dos casamentos mistos ocorrem depois da chegada de Esdras a Jerusalém, provavelmente no mesmo ano, havendo apenas referência ao mês da ocorrência, e não ao ano (Ed 10:9,16).
O problema que se levantou foram os casamentos mistos de judeus com outros povos. O povo de Israel, e os sacerdotes e os levitas, não se separaram dos povos de outras terras com as suas abominações, isto é, dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amoreus, pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e assim se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão (Ed 9.1-2). Esdras ficou atónito com esta situação. Lembramos que este era um dos mandamentos especificamente visado na aliança que selaram no primeiro ano do regresso a Jerusalém (Ne 10:30).
No dia 20 do 9º mês, ajuntaram-se todos em Jerusalém por causa desta questão. Era tempo de grandes chuvas (Ed 10:9). Como o assunto não se podia resolver em um dia, Esdras elegeu um grupo de homens que se reuniram no 1º dia do 10º mês para inquirir.

10º mês
No 1º dia do 10º mês iniciam-se os trabalhos de grupo de inquiridores indicados por Esdras (Ed 10:16).
Neste 10º mês (tebete) do 7º ano de Assuero/Dario, Ester é levada ao rei e, algum tempo depois certamente, é coroada rainha em lugar de Vasti (Es 2:16-18).

3491 AH – 8º ano de Dario
A inquirição relativamente aos casamentos com mulheres estrangeiras foi concluída no 1º dia do primeiro mês.